Diagnóstico da obesidade: o IMC já não é suficiente.
Durante décadas, o Índice de Massa Corporal (IMC) tem sido uma das principais referências na avaliação do excesso de peso e da obesidade. Mas o IMC, isoladamente, não permite avaliar a distribuição da adiposidade nem distinguir massa muscular de massa gorda.
As recomendações da ADA 2026 reforçam a importância de avaliar também a adiposidade abdominal, através de parâmetros como o perímetro da cintura e a relação cintura/altura.
Uma das principais mudanças ocorre nos indivíduos com IMC entre 25 e 29,9 kg/m²: a presença de adiposidade abdominal aumentada pode permitir estabelecer o diagnóstico de obesidade.
A EASO acrescenta ainda outra dimensão à avaliação: não basta quantificar a adiposidade — é necessário considerar também a presença de complicações médicas, funcionais ou psicológicas relacionadas com a adiposidade.
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