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Fígado gordo: Quem está realmente em risco?

Fígado gordo: Quem está realmente em risco?

Como identificar e estratificar o risco de fibrose na MASLD

Autor:admin

Na avaliação da síndrome cardiovascular–renal–metabólica (CKM), o fígado também conta. A MASLD (metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease, doença hepática esteatótica associada a disfunção metabólica) combina esteatose hepática com pelo menos um fator de risco cardiometabólico. A MASH (metabolic dysfunction-associated steatohepatitis, esteato-hepatite associada a disfunção metabólica) é a forma inflamatória, que pode progredir para fibrose, cirrose e cancro hepático. Na consulta, a prioridade é identificar quem pode ter fibrose significativa.

Quem avaliar e que exames pedir?

Avalie o risco de fibrose nas pessoas com diabetes tipo 2, obesidade abdominal associada a outro fator metabólico ou dois ou mais fatores de risco cardiometabólico (HTA, pré-diabetes, triglicéridos elevados ou HDL baixo. Transaminases persistentemente elevadas ou esteatose encontrada numa imagem também justificam avaliação.

Transaminases normais não excluem fibrose significativa. Para obter o FIB-4, requisite AST, ALT e contagem de plaquetas; o índice usa ainda a idade. Complete a avaliação com glicemia ou HbA1c, perfil lipídico, creatinina/eGFR e relação albumina/creatinina urinária. Meça a pressão arterial, o IMC e o perímetro da cintura.

Como interpretar o FIB-4?

O FIB-4 estima o risco de fibrose; não diagnostica MASLD nem MASH. Abaixo dos 35 anos não é fiável para esta estratificação; a partir dos 65 anos, o limiar inferior de baixo risco sobe para 2,0.

FIB-4: Risco de fibrose hepática

O que fazer com o resultado do FIB-4 ?

O FIB-4 não diagnostica MASLD nem MASH: estima o risco de fibrose hepática. Depois de interpretar o resultado de acordo com a idade, a conduta depende da categoria de risco

Resultados FIB-4 : Como proceder

Baixo risco de fibrose hepática: Como intervir na consulta?

Um FIB-4 baixo permite manter o seguimento na consulta habitual, mas não adiar a intervenção sobre os fatores de risco cardiometabólico.

Risco cardiometabólico: tratar excesso de peso, DM2, HTA e dislipidemia; apoiar a cessação tabágica.

Estilo de vida: promover alimentação saudável, atividade física regular e perda de peso sustentável.

Metas de perda ponderal na esteatose: ≥5% pode melhorar a esteatose; 7–10%, a inflamação; >10%, também a fibrose.

Tratamento da diabetes e obesidade: se houver MASLD documentada, considerar os dados na MASH ao escolher a terapêutica. A semaglutida tem resultados de fase 3; a tirzepatida, de fase 2.

Estatinas: manter quando indicadas pelo risco cardiovascular. Uma elevação ligeira das transaminases exige avaliação da causa e vigilância habitual, não suspensão automática.

Fontes \ Referências bibliográficas

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