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Lp(a): já mediu pelo menos uma vez?

Lp(a): já mediu pelo menos uma vez?

O que recomendam as ESC/EAS 2025?​

Autor:admin

A lipoproteína(a), Lp(a), é constituída por uma partícula semelhante à LDL ligada à apolipoproteína(a). A sua concentração é essencialmente determinada geneticamente e varia amplamente entre indivíduos.

Porquê medir a Lp(a)?

A Lp(a) elevada é um fator de risco cardiovascular independente e causal, que pode não ser identificado através dos fatores de risco tradicionais. A sua medição permite refinar a estimativa do risco cardiovascular e identificar indivíduos que podem beneficiar de uma estratégia preventiva mais intensiva.

A quem e quando medir?

Idealmente, deve ser incluída no primeiro perfil lipídico ou, se este já tiver sido realizado, na próxima avaliação.

Particularmente relevante em:

  • hipercolesterolemia familiar;
  • Doença cardiovascular aterosclerótica prematura;
  • história familiar de doença cardiovascular aterosclerótica prematura ou Lp(a) elevada;
  • risco moderado ou próximo de um limiar de decisão terapêutica.

SABIA QUE?

A Lp(a) pode aumentar após a menopausa1. Pode ser razoável repetir a determinação, particularmente quando o valor pré-menopausa era borderline.

Como interpretar?

O risco cardiovascular associado à Lp(a) aumenta progressivamente com a sua concentração.

Este valor identifica um aumento clinicamente relevante do risco, mas não representa um limiar biológico rígido: o risco aumenta de forma contínua com a concentração de Lp(a).

Quanto maior a Lp(a), maior o risco cardiovascular.

O que fazer se estiver elevada?

Atualmente não existem terapêuticas especificamente dirigidas à redução da Lp(a) com benefício demonstrado na redução de eventos cardiovasculares, embora estejam em estudo novos fármacos capazes de reduzir marcadamente os seus níveis.

Perante uma Lp(a) elevada:

01   Reavaliar o risco cardiovascular

02   Intensificar o controlo dos fatores de risco modificáveis

03   Otimizar, em particular, o controlo do LDL-C


Uma Lp(a) elevada não determina, por si só, um alvo específico de LDL-C. Ao poder reclassificar o risco cardiovascular, pode, contudo,  tornar esse objetivo mais exigente.

Quanto maior o risco, mais baixo o objetivo de LDL-C.

Fontes

1. Mach F, Koskinas KC, Roeters van Lennep JE, et al.; ESC/EAS Scientific Document Group. 2025 Focused Update of the 2019 ESC/EAS Guidelines for the management of dyslipidaemias. Eur Heart J. 2025;46(42):4359–4378. doi:10.1093/eurheartj/ehaf190.